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Estalo na Cara

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Sempre acreditei no paranormal, vivo com uma avó que é espírita.
Desde muito nova que tenho pressentimentos e no mesmo dia, acaba por acontecer. Também já tive sonhos que acabaram por acontecer na realidade. Tenho visões ao tocar em objectos, principalmente se antigos.

 

Eu não me recordo, mas a minha mãe diz que desde pequenina, cerca dos meus 4, 5 anos, quando visito certos locais, conventos, castelos, igrejas, cemitérios, em certos momentos, o meu olhar fica vazio e começo a relatar situações que ocorreram naquele local.

 Eu não tenho qualquer memória disso, apenas que nesses locais sinto-me doente, fraca, tenho tonturas e com o coração a bater muito rápido. A minha mãe muitas vezes confirmou situações que relatei e das quais nunca tinha ouvido falar.


No entanto, o que me leva a escrever-vos foi um acontecimento que ocorreu comigo e com 2 primos meus alguns anos. Eu e a minha prima tínhamos 12 anos e o meu primo 16. Do sitio onde moramos, para chegar à praia, há um atalho onde existe um cemitério. No Verão, à noite costumávamos ir até aos barzinhos que havia na praia.

 

O meu primo sempre nos disse para não passarmos no atalho sozinhas, só com ele. Perguntamos porquê e ele contou-nos que se dizia que quem passava à meia-noite à porta do cemitério e olhasse para dentro, sentia um estalo na cara. Eu e a minha prima nunca ligámos e dissemos que parecia um mito urbano inventado para assustar alguém. Continuamos, como ainda hoje, a utilizar o atalho.


Mas um dia, ao passar pelo cemitério, o meu primo ia a uns passos atrás de mim e da minha prima. Pouco depois de passarmos a porta da entrada do cemitério, ouvimos o barulho de um estalo.

O meu primo só dizia assustado que tinha levado um estalo. Ao inicio, pensamos que estava a brincar connosco e que tinha feito o barulho para nos assustar e continuámos a andar até ao candeeiro no início da rua seguinte, porque no atalho não há candeeiros.

 

Parámos e olhámos para trás, o meu primo ainda estava à porta do cemitério. Chamámos por ele e dissemos para acabar com a brincadeira porque nós não éramos 'medricas', foi então que ele começou a vir na nossa direcção, muito devagar e com uma das mãos na cara.

Quando ele se aproximou de nós, estava pálido como nunca o tinha visto e, na cara, tinha uma mão marcada, uma mão enorme e que era impossível ser a dele.

 

Arrepiei-me e olhei para o relógio, eram 0:05, nem me tinha apercebido. O meu primo sentiu-se mal o resto da noite, mas quando acordou, já não tinha a marca na cara e diz que apenas sentiu uma espécie de 'formigueiro' quando aconteceu.


Esta foi a situação mais marcante que tive, porque em todas as outras nunca vi um espírito interagir assim.

 

Enviado por: Mónica, (Portugal)
Publicado em: 18 de Agosto de 2009